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011-coraline-e-o-mundo-perdido-cartazEm julho de 2008 estive na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty e lá conheci o inglês Neil Gaiman, confesso que não o achava nada demais, mas seu jeito especialmente atencioso, simpático e cuidadoso com os que participavam da “festa” me fez admirá-lo e, como não poderia deixar de ser, comecei a ler alguns de seus livros.

Tem muita coisa interessante no que ele escreve, mais do que sua ilustração, suas histórias são realmente especiais, não só para o público infanto-juvenil, mas para os adultos também. Acredito que para ilustradores que tenham estilo como o seu seja mais fácil atingir ao público mais maduro, mas suas histórias e a maneira como as escreve também fazem sucesso nessa faixa etária.

Um de seus mais interessantes livros, Coraline, finalmente chegou às telas, um filme que trás consigo muito de Henry Sellick, seu diretor (de O estranho mundo de Jack), nesse conto de fadas moderno que tem livre inspiração em Alice no País das Maravilhas de Lewis Carrol, Neil Gaiman e Henry Sellick conseguem colocar em poucas palavras um dos enigmas da infância que já existiu dentro de cada um de nós: não apenas a pressão do mundo adulto para que cresçamos fortes e sábios, mas também a estranheza de um mundo em que nossos pais estão mais longe do que gostaríamos e que em todo o Universo nada mais é do que, segundo Alice ou Coraline, esquisito.
Essa intensidade infantil ainda me fascina. Adoro quando dizem algo como “… em todo o Universo…” ou “… a melhor de todas as mães do mundo…”, emoção e intensidade, magnífico.

O filme foi rodado meticulosamente no estilo tradicional de animação stop-motion como O estranho mundo de Jack e Noiva cadáver, mas é menos sombrio e muito mais meigo que seus antecessores.

Embora alguns tenham dito, Coraline, não é uma história de horror para crianças, mas uma história para crianças corajosas de todas as idades. Acredite, há um mundo de fantasia com as mesmas versões das mesmas coisas que encontramos em nosso mundo real, se não no País das Maravilhas atrás de uma das portas do Palácio cor-de-rosa de Coraline.

Em http://coraline.com/, site oficial do filme, você pode passear pelos cômodos do Palácio cor-de-rosa e descobrir um pouco mais sobre o mundo de Coraline.

Só para registrar, uma das angustias de Coraline também é minha: seu nome é Coraline e não Carolina ou Caroline assim como o meu é Milton e não Nilton ou Ailton, humpf! Agora me diz, quem nunca viu uma criança irritada com esse tipo de confusão?

Aproveite Coraline. Vá ver. Sozinho, com o(a) namorado(a), com os filhos, com os sobrinhos, com os amigos, com os pais, enfim vá! E, se puder, veja, em 3D, mas, nesse caso, sente-se da metade da sala para frente, os filmes rodados em 3D não são como os rodados em 2D nos quais se ficarmos afastados da (enorme) tela é melhor. Nas animações em 3D a tela deve tomar todo nosso campo de visão, desse modo a animação fica muito mais interessante.

Graças a pessoas como Tim Burton e Henry Sellick o estilo de animação em stop-motion não está morrendo, naturalmente não é o mesmo que a uma animação em que se utiliza dos recursos da computação gráfica, mas fico feliz que seja a paixão de alguns, para assim poder me deliciar com cenas como a em que Coraline abre a porta pela primeira vez e vê o caminho que a levará para…

Que delícia imaginar que isso pode ser feito em casa.

Veja o trailer em: http://www.youtube.com/watch?v=Q_hK-Z6oXoo

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Um pensamento em “Filme: Coraline e o mundo secreto

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