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015-rumba-cartazRumba foi dirigido pelo belga Dominique Abel, pela canadense Fiona Gordon e pelo francês Bruno Romy, Os protagonistas Dom (Dominique Abel) e Fiona (Fiona Gordon) são casados na vida real e dividem o roteiro com Bruno Romy (que tem participação menor no longa), parece ser uma característica do trio preparar o roteiro, dirigir e estrelar seus filmes, pois foi assim em O iceberg e em seus dois filmes anteriores.

Rumba é uma comédia francesa nada convencional com influências claras do cinema mudo e algumas referências ainda mais “cults“.
O filme é divertido, com humor negro bem dosado, música contagiante, descontraído e com cenas impagáveis, mas extremamente alternativo.
Nada comercial e extremamente sui generis, Rumba tem como ponto positivo não ter cenas de sexo, palavrões ou comentários maliciosos, se não fosse parecer perjorativo diria que ele é um filme pudico.

A cumplicidade entre Dom e Fiona é o ponto alto do longa. Para gostar do filme precisamos entrar em seu clima e admitir que ele é … gestual, que haverá pouco diálogo e muita sugestão.

Não acho que os diretores ou seu estilo mereça a comparação com Jacques Tati que alguns têm feito. Para não parecer injusto antes de escrever sobre Rumba revi uma das obras primas de Jacques Tati: Meu Tio e pude (re)lembrar de modo seguro sua genialidade.
Dominique e Fiona são bons e se continuarem seguindo seus instintos e não se renderem ao apelo comercial podem ficar melhores e pensar em deixar seus nomes gravados abaixo do de Tati, restará saber se conseguirão ou o quão abaixo estarão.

Algumas coisas, no filme, me deixam bastante esperançoso quanto à direção e atuação da dupla. Eles sabem fazer humor inteligente. Isso fica claro na sequencia em que a professora de inglês Fiona propõe quebra-línguas a seus alunos franceses, ou na cena em que suas sombras dançam, mas principalmente em como utilizam os planos de fundo em todo o longa, muitas vezes esses planos funcionam como personagens. A exploração desse recurso mostra que possuem muito talento e que ainda podem amadurecer bastante.

Outro momento muito engraçado é poder acompanhar a cena em que Dom e Fiona trocam de roupas dentro de um carro e se não fosse exasperante a cena do retorno de Fiona à escola seria hilária. Aproveite e ria a vontade, a sala de cinema não estará cheia, mas o saldo deverá ser positivo, nada sensacional, mas positivo.

Se for ver Rumba, não espere por uma comédia escrachada, pois não é isso que verá, mas poderá ser testemunha de um verdadeiro caso de amor e cumplicidade contado com ternura e graça. Muita graça.

Veja o trailer em: http://www.youtube.com/watch?v=BjZJRNGDzsc

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