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Há alguns meses um grupo de amigos decidido a dar um “uso decente” ao twitter preparou microcontos em adesivos e os colou no vagões e estações do metrô de São Paulo.

“Entrou, se sentou. Ele não suportava o calor. Mas, com vagar, tentou se erguer pra sair outra vez.” Ao se depararem com a passagem que reflete sua própria condição, usuários do metrô de São Paulo reagem com certa perplexidade. O retrato literário colado na parede do vagão provoca risos, desprezo e, em alguns casos, reflexão. Assim, o trecho atinge ou se aproxima de atingir o objetivo proposto pelo grupo Sem Ruído, que espalhou microcontos em trens e estações do sistema de transporte público da cidade.

O exercício é inspirado na tradicional forma do haikai japonês e na cultura contemporânea da sticker art. É uma forma de fast food literário, as mensagens eram abertas, tinham começo, meio e fim, mas a interpretação e a relação de cada usuário do transporte público com cada uma delas era, naturalmente, pessoal.

É sempre difícil incentivar ou influenciar positivamente o comportamento das pessoas, mas iniciativas como essa deveriam ser mais comuns e não podem deixar de aparecer ou (re)aparecer na cidade. Sinto falta desses microcontos, com eles era mais divertido utilizar o metrô de São Paulo…

Poucas são as pessoas que pretendem tornar a vida das outras e da cidade melhor. Minha resolução de final de ano, dentre tantas outras, é tornar as pessoas tão felizes quanto eu mesmo gostaria de ser.

Posso fazer tudo errado, mas não ficarei parado. Quem se habilita?

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